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Entre o Aqui e o Ali..

A vida faz-nos querer estar em muitos sítios. Ansiamos por amanhã mas desejamos ser ainda ontem.. Queremos ficar aqui mas ao mesmo tempo que sonhamos já estar ali... É a incerteza que nos conduz pela estrada, cheia de curvas, até ao futuro!!

Entre o Aqui e o Ali..

A vida faz-nos querer estar em muitos sítios. Ansiamos por amanhã mas desejamos ser ainda ontem.. Queremos ficar aqui mas ao mesmo tempo que sonhamos já estar ali... É a incerteza que nos conduz pela estrada, cheia de curvas, até ao futuro!!

Doce surpresa

 

Hoje tem sido um daqueles dias, em que olhamos para o teclado e para o título "criar novo post" e nada nos ocorre. A vontade para escrever não foge e os dedos continuam a percorrer o teclado em busca de algo. Porque me apetece escrever muita coisa... sem saber bem o que! Talvez que estou cansada, e hoje ainda estamos a meio da semana.. Que os fins-de-semana passam tão rápido que nem consigo saboreá-los..Que preciso de ir às compras, sobre perigo de ficar com toda a despensa em estado de depressão.. Que gostava de ganhar força (psicológica e física) para me dedicar ao ginásio a 100% (não, depois do natal não voltei ao ginásio maravilha).. Que gostava de ganhar o euromilhões (apesar de não jogar).. Que gostava de ir a Paris, Veneza, Roma e até de voltar a Londres.. Que me apetecia pegar em todo o equipamento da neve e correr para Andorra novamente (e finalizar o curso de ski que deixei a meio devido a lesão).. Ou agarrar nos biquíni e fugir para um qualquer paraíso tropical (até mesmo para o México.. again!!)..

Talvez dizer que as pessoas estão cansadas de bolos e que agora as vendas acabam por diminuir.. Que temos novidades de bolos tão deliciosos que nos enchem de vontade de os devorar.. Que não posso abusar pois a minha dieta está a correr muito bem, mas que o esforço tem sido sobrenatural (principalmente para alguém meio alentejano/ribatejano cuja principal característica passa pela adoração ao comer!!).. Mas que hoje me convidaram para almoçar e acabei por não resistir a um belo CBO no MacDonald..

Mais coisas queria escrever.. Mas foi pelo meio de toda esta indecisão de temas que me surgiu uma prenda pela porta. Ontem comentava com a D. E. que tinha saudades do arroz doce da mamã. Aquele cremoso, com bastante canela, aberto com àgua e sal e só depois cozido com bastante leite.. Bastante mesmo.. Já faz tempo que não saboreio aquele arroz, sempre quando ainda está morno, pois é assim que ele nos sabe bem. Depois de frio, acaba por perder aquele toque inicial.. Que só a mãe sabe dar. Até eu já fiz junto com ela, da mesma maneira, com os mesmos ingredientes, as mesmas quantidades.. Mas não fica igual. Ela sorriu e disse - mas vocês também fazem aqui arroz doce. Mas nunca é igual ao da mãe.

Hoje, depois da porta e das fitas da entrada, com uma bandeja na mão alguém me disse - parece que vem aqui algo ainda quentinho para ser devorado. Um pires de arroz doce, acabadinho de sair do lume, com bastante canela, com um cheiro divinal era colocado em cima da minha mesa! Sorri e agradeci. Todo o escritório sentiu aquele aroma que fazia lembrar os tempos de criança, junto à lareira, com o tacho do arroz para rapar.. Voltei a agradecer e provei. Estava óptimo.. Cremoso, com sabor a canela tal como gosto. Não é igual ao da mãe. Como diz a sabedoria popular como a comidinha da mamã nunca há igual.. Mas estava muito bom e deu para matar as saudades. Obrigada D. E. por me ter levado, por momentos, novamente à infância com esta doce surpresa que estava divinal..

Digo estava.. Pois já acabou!!