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Entre o Aqui e o Ali..

A vida faz-nos querer estar em muitos sítios. Ansiamos por amanhã mas desejamos ser ainda ontem.. Queremos ficar aqui mas ao mesmo tempo que sonhamos já estar ali... É a incerteza que nos conduz pela estrada, cheia de curvas, até ao futuro!!

Entre o Aqui e o Ali..

A vida faz-nos querer estar em muitos sítios. Ansiamos por amanhã mas desejamos ser ainda ontem.. Queremos ficar aqui mas ao mesmo tempo que sonhamos já estar ali... É a incerteza que nos conduz pela estrada, cheia de curvas, até ao futuro!!

Cheira a mar

O título deste post poderia perfeitamente ser: há coisas que o dinheiro não paga; e há coisas que sem dinheiro não se compram.

Hoje, aproveitei que o sol deu o ar de sua graça e, enquanto fazíamos companhia ao rei que se deslocava para o trabalho, levei o príncipe a passear para apanhar vitaminas solares. Fomos os 3 a pé praticamente quase até à porta e depois eu voltei para trás. Eu a empurrar o carrinho. O príncipe já a dormir.

E foi nesta volta que senti algo que adoro (e que quando um dia eu sair daqui, vou sentir imensa falta): o cheiro a mar; o cheiro a maresia que nos entra pela alma e refresca. Pensei - realmente há coisas que o dinheiro não paga. Não paga este cheiro que nos transfere para outro lugar, que convida a que fechemos os olhos (inspira.. expira..inspira...expira) e que deixemos que a acalmia tome conta do nosso ser, enquanto os nossos sentidos auditivos absorvem os sons - as gaivotas; a criança que corre; os velhotes no muro; o mar que rebenta na areia. 

Há coisas que o dinheiro não paga - como acordar e adormecer com as ondas; acordar pela manhã e sentir a brisa fresca, suave e com cheiro intenso a mar; almoçar perante este azul brilhante e poder percorrer a marginal com o sol a aquecer-nos o interior até ao local de trabalho.

Sim há coisas que o dinheiro não paga. Mas há tantas outras coisas que sem dinheiro não se compram (e que são tão fundamentais). É por todas estas coisas que precisamos que, com toda a certeza, um dia sairemos daqui. Porque agora somos 3 (e queremos um dia ser 4.. ou 5.. ou 6..); porque é preciso encontrar a "carreira" que ficou perdida algures entre Lisboa e o Alentejo; porque a "troika" ainda não saiu cá de casa; porque o pequeno príncipe está em crescimento e os filhos trazem com eles duas consequências - viver com o coração fora do peito para todo o sempre e ter sempre uma carteira aberta.

É por estas coisas (e por tantas, tantas outras) que uma dia teremos que deixar aquilo que o dinheiro não paga, para podermos pagar com dinheiro aquilo que a vida exige. 

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